Nas primeiras décadas do
século XX, Francisco Silvério de Almeida realizava palestras cômicas para os
trabalhadores das lavouras de café no interior paulista. Certa vez, sentindo-se
adoentado, ele determinou ao filho, José Epaminondas, que avisasse aos organizadores
para cancelarem a apresentação. Mas, José Epaminondas decidiu fazer o
espetáculo no lugar do pai e foi um sucesso. Nascia Nhô Bastião.
Orientados pelo pai, Nhô
Bastião e sua irmã Isolina, a Nh'ana, formaram uma dupla caipira que passou a
apresentar-se, primeiro, nas lavouras cafeeiras e, depois, no Circo Oriente.
Nh'ana seguiu seu rumo, adquirindo o seu próprio teatro e Nhô Bastião adquiriu
uma politeama (teatro de zinco). Ele partia, então, de Ponta Grossa/PR, onde
tinha uma chácara, para excursões pelo interior de São Paulo, Paraná, Santa
Catarina e Rio Grande do Sul.
Em 1962, Nhô Bastião faleceu
e o palco passou, em definitivo, para o seu filho, José Maria de Almeida, o
popular palhaço Serelepe. José Maria havia se casado em 1959 com Lea Benvenuto,
o casal teve 6 filhos: Ben-hur, Maria José, Isabel, Marcelo e Ulisses. A
Marcelo coube seguir a veia cômica da família e ele adotou o nome Serelepe.
Em "Entre risos e
lágrimas: as representações do melodrama no teatro mambembe", entrelaçando
às histórias do teatro e do circo, eu conto um pouco da história do Teatro
Serelepe e analiso melodramas (peças de chorar) apresentadas nos anos 60 e 70.
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