terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

O meio rural como referência

Geraldo, palhaço Biriba

Em 1929, surgiu a dupla caipira Nhô Bastião e Nh’ana, que se apresentava no interior paulista entre lavouras de café, levando o riso aos trabalhadores e, via de regra, encerrava os seus espetáculos com bailes no mais puro estilo local – as caipiradas. Mesmo mais tarde, quando o grupo comprou o Circo Oriente e, depois, a Politeama Oriente, o seu público continuou entre as populações das pequenas cidades, muitas vezes, às margens de grandes fazendas, propiciando o espetáculo para o espectador das pequenas cidades e para aqueles egressos do trabalho no campo.

Desse modo, a história do Teatro Serelepe vincula-se, deliberadamente, ao meio rural, a tal ponto que Nhô Bastião – José Epaminondas de Almeida – chegou, ele mesmo, a manter uma chácara em Ponta Grossa, interior do Paraná, e foi para este tipo de público que as produções, preferencialmente, foram estabelecidas: a singeleza do homem humilde, trabalhador, que extrai o alimento da terra. O local é tido como ponto de partida para inúmeros teatros, entre eles, além do Teatro Serelepe, o Teatro Biriba, que, atualmente, apresenta-se em Santa Catarina.


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