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| Geraldo, palhaço Biriba |
Em 1929, surgiu a dupla caipira Nhô Bastião e
Nh’ana, que se apresentava no interior paulista entre lavouras de café, levando
o riso aos trabalhadores e, via de regra, encerrava os seus espetáculos com
bailes no mais puro estilo local – as caipiradas. Mesmo mais tarde, quando o
grupo comprou o Circo Oriente e, depois, a Politeama Oriente, o seu público
continuou entre as populações das pequenas cidades, muitas vezes, às margens de
grandes fazendas, propiciando o espetáculo para o espectador das pequenas
cidades e para aqueles egressos do trabalho no campo.
Desse modo, a história do Teatro Serelepe
vincula-se, deliberadamente, ao meio rural, a tal ponto que Nhô Bastião – José
Epaminondas de Almeida – chegou, ele mesmo, a manter uma chácara em Ponta
Grossa, interior do Paraná, e foi para este tipo de público que as produções,
preferencialmente, foram estabelecidas: a singeleza do homem humilde,
trabalhador, que extrai o alimento da terra. O local é tido como ponto de
partida para inúmeros teatros, entre eles, além do Teatro Serelepe, o Teatro
Biriba, que, atualmente, apresenta-se em Santa Catarina.


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